Aids atinge mais homens que mulheres, mas diferença é cada vez menor

De 1980 a 2010, eles concentraram 65,1% das infecções; incidência é maior dos 30 aos 49 anos

Agência Brasil

01 Dezembro 2010 | 19h51

BRASÍLIA - O número de casos de aids no Brasil é maior entre os homens. De 1980 a junho de 2010, foram registradas 385.815 infecções (65,1%) empessoas do sexo masculino, contra 207.080 (34,9%) entre as do sexo feminino. Apesar disso, o Ministério da Saúde já fala em uma "feminização" da epidemia no País, já que a diferença entre homens e mulheres é cada vez menor.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira, 1º, a proporção de mulheres infectadas para cada homem com a doença passou de 6, em 1989, para 1,6, no ano passado. A taxa de incidência entre as pessoas do sexo masculino chegou a 25 casos por 100 mil habitantes contra 15,5 entre as mulheres.

Em ambos os sexos, a incidência é maior na faixa etária dos 30 aos 49 anos. No caso dos homens, os casos aumentam a partir dos 40 anos e, no das mulheres, a partir dos 30 anos.

No ano passado, a taxa de incidência de aids em mulheres com 50 anos ou mais dobrou em relação a 1999, passando de 5,7 casos para 12,3 por 100 mil habitantes.

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