Alckmin critica mudanças no currículo dos médicos aprovada por Dilma

Governador de São Paulo diz que o maior problema da Saúde, hoje, é a redução da participação de recursos federais no financiamento

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

10 de julho de 2013 | 12h48

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou, nesta quarta-feira, 10, o "Programa Mais Médicos", do governo federal. A medida provisória, publicada na terça, 9, prevê que, a partir de 2015, o curso de Medicina passe de seis para oito anos e que os estudantes terão que trabalhar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para conseguir o diploma. 

"Tudo o que fizer pela saúde é bem vindo, mas estamos passando longe dos problemas da saúde. O problema básico do SUS é financiamento", afirmou Alckmin. Segundo o governador, a participação dos recursos federais no financiamento da Saúde no País caiu 11% na última década. "Tínhamos em 2001, 56% do financiamento da Saúde pelo governo federal. Onze anos depois, 45%."

Alckmin reclamou, ainda, da falta de repasses para as Santas Casas de Misericórdias. Segundo ele, o nível de investimento deveria aumentar porque a população está envelhecendo e precisa de mais cuidados. "Não basta só médicos. É preciso equipes multiprofissionais, exames, hospitais, ambulatórios de especialidades", disse o governador.

O secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, também acredita que a mudança do currículo não resolverá, por si só, os problemas do SUS. "Não é prolongando o curso dois anos que vai se solucionar os problemas da Saúde. Mudanças de currículo depende de um amplo debate com a sociedade, com as faculdades", afirmou. 

Segundo ele, a questão da residência médica deveria ter sido colocada como prioridade. "Precisamos formar mais profissionais qualificados em áreas que têm demanda, como clínica, pediatria e ginecologia."

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