Alckmin defende lei que proíbe jaleco fora do hospital

Foi publicada ontem no Diário Oficial do Estado de São Paulo a lei que proíbe o uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho. O objetivo é impedir que o vestuário seja fonte e veículo de transmissão de micro-organismos. Hoje, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSBD), rebateu críticas feitas à legislação. "Houve uma crítica dizendo que o importante é lavar as mãos. Isso é verdade. Mas além de lavar as mãos, toda a lógica do avental é preservar a saúde do paciente", argumentou.

Álvaro Campos, Agência Estado

10 Junho 2011 | 17h49

Médico com pós-graduação em anestesiologia, Alckmin afirmou que o jaleco protege o paciente, o profissional de saúde e a população em geral. "Preserva o paciente, já que o profissional de saúde que vem da rua traz micróbios e bactérias; preserva também o próprio profissional de saúde, que tem contato com o paciente; e preserva o conjunto da população. Não tem sentido alguém com jaleco, que está lá no laboratório, fazendo uma pequena cirurgia, lancetando uma ferida purulenta, e depois vai para um restaurante almoçar (com o jaleco)", comentou.

Em caso de descumprimento, a lei estipula multa de dez Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), ou seja, R$ 174,50 atualmente. Mas as formas de fiscalização e aplicação da multa ainda não estão definidas. Segundo a Secretaria de Saúde, também não foi estabelecido um prazo para que isso ocorra. Hoje, Alckmin disse que o governo do Estado vai procurar regulamentar a lei ouvindo as entidades de profissionais de saúde.

Segurança. Alckmin afirmou que na semana que vem deve ser anunciada a abertura de um concurso para agente de escolta, cargo que o governo do Estado pretende criar para substituir policiais militares que atualmente trabalham na escolta de presos. Segundo o governador, a Secretaria de Administração Penitenciária está levantado o número exato de agentes necessários. "Vamos fechar esse número na semana que vem."

O governador lembrou que já adotou medida semelhante antes, quando criou os cargos de agente de vigilância penitenciária. "Tínhamos 4 mil policiais militares fazendo guarda de muralha. Hoje não tem mais nenhum. Alguns diziam que não ia dar certo, que era melhor deixar a PM. Mas pelo contrário, reduziu as fugas", comentou. "Agora temos muitos policiais fazendo escolta. Nós queremos de novo esses policiais militares na rua, protegendo a população."

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