Além de álcool gel, lavar as mãos contribui para evitar infecção por KPC

Nesta terça, foi publicada resolução da Anvisa que torna produto obrigatório em hospitais e clínicas

Agência Brasil

26 Outubro 2010 | 18h49

BRASÍLIA - Cuidados como lavar as mãos com frequência e usar álcool gel em procedimentos hospitalares diários são essenciais para evitar a contaminação pela superbactéria KPC. Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, João Medeiros, esses são os cuidados básicos que todos os profissionais de saúde devem ter.

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“É evidente que devemos tomar precauções, e isso começa com médicos e outros profissionais que lidam diariamente com pacientes. A primeira medida é a higienização das mãos, e as comissões de infecção hospitalar têm de ser atuantes”, observou.

Medeiros disse ainda que é necessário fazer uma campanha educativa sobre o uso racional de antibióticos, já que o consumo abusivo faz com que as bactérias se tornem mais resistentes. “É preciso que haja um controle maior. E a população precisa tomar consciência [sobre o uso indiscriminado de medicamentos]”, afirmou.

O médico destacou, ainda, que a superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) está restrita ao ambiente hospitalar, por isso não há risco de ser encontrada em outros ambientes. Nesta terça-feira, 26, foi publicada no Diário Oficial da União uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool (líquido ou gel) para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o País.

A medida é considerada a mais importante para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares, principalmente pela KPC. O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel a 70% será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir desta terça, para o cumprimento da norma. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos.

Nesta quarta-feira, 27, deverá ser publicada a resolução que restringe a venda de antibióticos apenas para quem tiver receita médica em mãos.

 

 

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