Alemães desenvolvem córnea artificial para humanos

Pesquisadores querem iniciar testes em 2008, para evitar que pacientes esperem muito tempo por doações

Efe,

11 de outubro de 2007 | 10h33

Um grupo de pesquisadores alemães desenvolveu uma córnea artificial que poderia começar a ser testada em humanos no início de 2008, o que evitaria que pacientes tivessem de esperar muito tempo por uma doação.   A nova córnea artificial já foi testada em laboratório, onde foi implantada em coelhos e, segundo os pesquisadores, apresentou "resultados promissores".   Da iniciativa, financiada pela União Européia (UE), participaram pesquisadores alemães do Instituto Fraunhofer de Pesquisa Aplicada de Potsdam e do Hospital Universitário de Regensburg.   A descoberta resolve o principal problema que envolve atualmente a produção de córneas artificiais: a necessidade de que o implante cresça e se una firmemente ao tecido natural, com o centro do mesmo permanecendo isento de células, já que isso dificultaria a visão.   "Nossas córneas artificiais são feitas com um polímero que está à venda, que não absorve água e que não permite que cresçam células sobre o mesmo", explicou em comunicado Joachim Storsberg, coordenador do projeto.   Storsberg acrescentou que, após dar forma aos polímeros, a beirada da córnea é coberta com uma proteína especial à qual podem aderir as células da córnea natural. "Desta forma, a córnea implantada pode unir-se com firmeza à parte natural da córnea, enquanto a parte central permanece isenta de células", disse.   A proteína utilizada para solucionar este problema no novo implante pode sobreviver à esterilização térmica. Os danos na córnea podem ser atribuídos a má-formação congênita, doença hereditária ou corrosão, e a solução mais comum é o transplante de córnea por um doador.

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