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Alemanha fecha fronteiras contra coronavírus; Itália registra 369 mortes

Alemães interrompem circulação com França, Suíça e Áustria; desde o primeiro caso de Covid-19, território italiano já soma 1.809 óbitos

Das agências, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 05h00

O governo da Alemanha fechará a partir desta segunda-feira, 16, as fronteiras com a França, a Suíça e a Áustria, para tentar conter a propagação do coronavírus, ao mesmo tempo que a Itália teve ontem um domingo trágico, com o maior número de mortos em apenas um dia, 369. Agora, o país registra 1.809 óbitos pela doença desde fevereiro, quando foi registrado o primeiro caso no território italiano. 

O fechamento da fronteira alemã entrará em vigor às 8h locais (4h, no horário de Brasília), mas não será aplicado ao transporte de mercadorias e também isentará trabalhadores que precisam atravessar a fronteira, segundo informou o jornal alemão Bild.

As autoridades alemãs alegaram que, além do controle da pandemia, o fechamento dos limites tem como objetivo evitar que os cidadãos dos países vizinhos entrem no país para fazer grandes compras em mercados, o que poderia esvaziar as prateleiras, um fenômeno que já foi registrado.

Polônia, República Checa ou Dinamarca já fecharam as fronteiras com países vizinhos e estão aplicando severas restrições para seus habitantes.

Foco. A Itália ainda é o principal foco do coronavírus na Europa. O número de pessoas com a doença atualmente é de 20.603, 2.853 a mais do que os dados de sábado. Até agora, foram curadas 2.335 pessoas, um aumento de 369 em relação ao último boletim. Além disso, 124.899 pessoas já foram testadas para avaliar se tinham a doença.

O papa Francisco deixou o Vaticano ontem à tarde para rezar na basílica de Santa Maria Maior, em Roma, anunciou a Santa Sé. A capital italiana está sob confinamento e os moradores não podem sair de casa, a não ser para trabalhar, fazer compras ou ir à farmácia.

Segundo o Vaticano, o papa “caminhou, como em peregrinação, por um trecho da Via del Corso”, uma das principais de Roma, que estava vazia, e seguiu a pé, com seguranças, até a igreja de São Marcelo al Corso, onde está um crucifixo considerado milagroso pelos católicos que, em 1522, foi levado em procissão em meio à “Grande Peste” que atingiu Roma. / AFP e EFE

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