Alerta na Argentina pela recorrência de casos de sarampo, após dez anos

Duas pessoas foram infectadas quando viajavam pela África do Sul para assistir a Copa

Efe

20 de agosto de 2010 | 11h27

BUENOS AIRES - A Argentina confirmou quatro casos de sarampo, uma doença que não é visto desde há uma década no país, causando alarme entre as autoridades de saúde, que nesta sexta-feira, 20, começará uma campanha de vacinação.

 

O Ministério da Saúde da província de Buenos Aires, o mais populoso do país, confirmou em comunicado que dois dos casos envolveram pessoas que tinham viajado para a África do Sul para a Copa do Mundo.

 

"Os casos confirmados correspondem a dois homens, um homem de 30 anos e 16 anos, que viajaram para a África do Sul por ocasião da Copa do Mundo, onde contraíram a doença. Ao regressar, o primeiro infectou seu filho, de 15 meses e não vacinado, e o segundo, a sua irmã de 10 anos", disse o ministério.

 

Para evitar a propagação da doença, as autoridades sanitárias da Argentina lançaram uma campanha de vacinação em massa.

 

Também foi ordenado que todas as pessoas devam viajar para África do Sul, Reino Unido, Alemanha e Nova Zelândia devem ser vacinadas contra o sarampo, no caso de não ter completado a carteira de vacinação.

 

As autoridades apontam que todos os pacientes apresentaram febre e erupções na pele podem ter sarampo e, portanto, os casos devem ser comunicados imediatamente.

 

Eles também insistiram para não atrasar a vacinação "dado que entre as possíveis complicações do sarampo incluem condições graves, como encefalite e pneumonia".

 

O sarampo é uma infecção altamente contagiosa que se transmite de pessoa para pessoa pelo contato com gotículas de saliva expelida pelo paciente ao falar, tossir ou espirrar

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