Algumas pessoas têm defesa natural contra aids

Há provas que essas pessoas mostram níveis muito baixos do vírus em seu sangue e nunca desenvolvem a aids

Efe

14 de agosto de 2008 | 21h36

Algumas pessoas têm defesas naturais contra a aids e não sofrem seus sintomas, apesar de levarem em seu corpo o vírus que causa a doença, revelou um estudo divulgado esta semana pela revista The Journal of Virology. Segundo especialistas da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, existem provas conclusivas de que essas pessoas mostram níveis muito baixos do vírus em seu sangue e nunca desenvolvem a aids. Os cientistas assinalaram que isto se deve provavelmente à força de seu sistema imunológico e não a algum defeito da variante do vírus de imunodeficiência humana (HIV) que contraíram. Eles citaram o caso de um casal americano de Baltimore (Maryland) no qual a mulher foi infectada pelo marido através de relações sexuais mantidas há mais de uma década. Ao contrário do marido, a mulher não apresentou sintomas e não recebeu tratamento para impedir a aparição da doença. Já o marido, que se infectou através do consumo de drogas via intravenosa, precisou se submeter a um potente coquetel de remédios para impedir a aparição da doença. De acordo com os cientistas, este caso contraria a teoria de que algumas pessoas contraem uma variação "enfraquecida" do vírus que é facilmente controlada por seu sistema imunológico. "Este é um caso extremamente raro de co-infecção em uma relação monogâmica que demonstra a forma como um sistema imunológico forte impede a multiplicação do vírus e a infecção de outras células", segundo Joel Blankson, especialista em aids e principal autor do estudo. Segundo o cientista, os resultados do estudo oferecem a esperança de que finalmente seja criada uma vacina, porque confirma que as células T, que são o principal baluarte do sistema de defesa do corpo humano, podem impedir o avanço da doença. Caso fosse possível conhecer os meios pelos quais estes glóbulos brancos controlam o vírus, então seria possível "ensinar" ou reprogramar outras células para atacar o HIV, acrescenta Blankson.

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