Alguns sensores infravermelhos são úteis para detectar febre, diz estudo

Os sensores, que operam a uma distância de 2 metros, funcionam melhor do que perguntar à pessoa

REUTERS, REUTERS

13 Outubro 2010 | 18h35

Dois sensores infravermelhos disponíveis comercialmente nos EUA para uso em aeroportos e outras instalações públicas podem detectar se uma pessoa está com febre, informam pesquisadores. Esses equipamentos poderão ser úteis na triagem de viajantes durante pandemias.

 

Os sensores, que operam a uma distância de 1 metros a 2 metros, funcionam melhor do que simplesmente perguntar à pessoa se ela se sente febril, disse An Nguyen, dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

 

"Nossa avaliação de três sistemas de detecção térmica infravermelha, em ajuste de emergência, determinou que o FLIR e o OptoTherm identificaram, de modo confiável, a temperatura corporal elevada", escrevem Nguyen e colegas na revista especializada Emerging Infectious Diseases.

 

Um terceiro sistema foi considerado pouco preciso, e três outras marcas não atingiram os critérios para teste.

 

Sensores de febre foram usados em aeroportos de alguns países durante a recente pandemia de gripe H1N1 e na epidemia de síndrome respiratória aguda e grave, a Sars, em 2003.

 

Quando uma doença começa a se disseminar depressa, alguns especialistas recomendam a triagem de passageiros de transporte aéreo, que podem carregar vírus pelo mundo.

 

De acordo com o teste, realizado em salas de emergência, os sensores detectaram 90% das febres. Já as pessoas que responderam se se consideravam febris ou não acertaram 75% das vezes.

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