Alimentação de Eluana Englaro será reduzida em 50%

Moprte deve levar várias semanas; Berlusconi estuda baixar decreto para impedir a eutanásia

EFE,

05 Fevereiro 2009 | 14h42

A redução de 50% da alimentação oferecida à italiana Eluana Englaro, de 38 anos e que está em estado vegetativo há 17, começará nesta sexta-feira, 6, informou o neurologista Carlo Alberto Defanti.   Veja também:  Você concorda com a decisão de deixar Eluana morrer? Perguntas e respostas: entenda o caso  Veja tudo que foi publicado sobre o caso de Eluana Englaro   O médico, um dos que são responsáveis por cuidar de Eluana, internada no centro La Quiete, na cidade de Údine, acrescentou que será seguido estritamente "o protocolo".   A mulher está internada desde no último dia 2 na clínica de Údine, no nordeste da Itália, e, segundo Defanti, a equipe de voluntários suspenderá progressivamente a alimentação de Eluana - mas sem retirar a sonda nasogástrica - até a morte dela, como autorizou a Justiça italiana, após o pedido da família.   A equipe de voluntários seguirá um estrito protocolo médico para esta operação e, segundo os especialistas, Eluana levará várias semanas até morrer.   Além da polêmica gerada na Itália entre médicos e cientistas sobre o possível sofrimento de Eluana até a morte, o anúncio do neurologista Defanti ocorre no momento em que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou que está estudando a aprovação de um decreto urgente para barrar a sentença que permite a suspensão da alimentação artificial à italiana.    "Estamos preparados para intervir", afirmou Berlusconi na noite de quarta-feira, segundo a imprensa italiana publica hoje, que acrescenta que, nestas horas, será estudada a possibilidade de aprovar um decreto-lei urgente para deter a morte de Eluana.

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