Amamentação até os 2 anos poderia salvar 1,5 milhão anualmente no mundo

Estimativa da OMS é que só 35% dos bebês com até 6 meses recebam exclusivamente o leite materno

Agência Brasil

02 de agosto de 2010 | 15h26

BRASÍLIA - A amamentação exclusiva até os 6 meses de idade e complementar até os 2 anos poderia salvar a vida de 1,5 milhão de crianças anualmente em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que apenas 35% das crianças com até 6 meses de vida recebam exclusivamente o leite materno.

Na Semana Mundial da Amamentação, o órgão divulgou que mais de dois terços das 8,8 milhões de mortes anuais de crianças menores de 5 anos são provocadas pela subnutrição. A doença está associada, inclusive, a práticas de alimentação inadequadas, como mamadeira, nos primeiros 5 meses.

De acordo com a OMS, aumentar os índices de aleitamento materno é a chave para melhorar a nutrição de crianças no mundo. Os hospitais que receberam o título de Amigos da Criança, segundo o órgão, têm o potencial de oferecer a milhões de bebês um início de vida mais saudável.

No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revela que os bebês nascidos nessas instituições mamam por um período maior que os nascidos em outras maternidades. Atualmente, 335 hospitais brasileiros têm o título, conferido pela OMS em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O leite materno é considerado pela OMS o alimento ideal para recém-nascidos e crianças pequenas. Ele é seguro e oferece todos os nutrientes que um bebê precisa para um desenvolvimento saudável, além de conter anticorpos que protegem de doenças comuns na infância.

De acordo com o órgão, a falta de orientação e apoio por parte de profissionais da saúde é uma das razões que levam mães a interromperem a amamentação poucas semanas após darem à luz.

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