EFE/Antonio Lacerda
EFE/Antonio Lacerda

Amazonas prorroga suspensão do funcionamento de estabelecimentos não essenciais

Medida adia a reabertura gradual do comércio, anunciada para 14 de maio; a penalidade é de R$ 50 mil às empresas que não cumprirem as determinações.

Célio Andrade Silva, especial para O Estado

13 de maio de 2020 | 19h58

MANAUS - O Governo do Amazonas prorrogou até 31 de maio a suspensão do funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços não essenciais, com penalidade de R$ 50 mil às empresas que não cumprirem as determinações. A medida adia a reabertura gradual do comércio, anunciada pelo governador Wilson Lima (PSC) para 14 de maio. 

“Percebemos que, nos últimos dias, houve queda nos casos. Usamos como parâmetro o número de enterros. Mas ainda é muito cedo para falar com a segurança necessária para que possamos fazer reabertura do comércio”, declarou Lima. Até terça-feira, 12, o Estado acumulava 14.168 casos confirmados de covid-19 e 1.098 óbitos pela doença.

Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus, Ralph Assayag, o comércio da capital emprega aproximadamente 385 mil pessoas e a expectativa é de que 30 mil percam seus postos. “É muito preocupante, porque vai chegar um momento em que essas pessoas não terão renda para alimentação”, alertou.

Taynara Fernandez, de 25 anos, realizou o sonho de abrir a própria loja de roupas em janeiro. Após início promissor, se viu obrigada a fechar a loja física com menos de três meses de atividades. “Em março, justamente no dia em que íamos comprar nossa mercadoria em São Paulo, foi quando fechou tudo. Então guardei o dinheiro e estou mantendo a loja. Estamos pagando o aluguel sem usar”, disse.

Apesar do revés financeiro, a empresária compreende a medida, mas admite que o empreendimento está ameaçado. “Apesar de estar sendo prejudicada, nossa saúde está em primeiro lugar. Depois vou dar um jeito, me reinvento, começo de novo, mas pelo menos vou estar com saúde. Se acontecer de, até julho, as coisas não normalizarem, vou fechar. Aí depois eu volto. Não vou desistir”.

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