Ambiente ajuda a definir se espécie terá ou não sexo, diz estudo

Ambiente variado e partilhado com muitas outras espécies favorece a adoção do sexo por rotíferos

estadão.com.br, estadão.com.br

15 Outubro 2010 | 18h15

Biólogos da Universidade de Toronto acreditam ter descoberto que o ambiente desempenha um papel fundamental para determinar seu uma espécie usará reprodução sexuada ou não.

 

O estudo, liderado por Lutz Becks e Aneil Agrawal, descobriu que espécies que vivem em ambientes heterogêneos - caracterizados por concentrações variadas de membros da própria espécie, em meio a uma rica variedade de outros seres vivos - têm uma taxa mais elevada de reprodução sexuada que espécies de ambientes mais homogêneos.

 

Uma das questões clássicas da biologia evolutiva é determinar por que os organismos usam sexo para se reproduzir, diz Agrawal, por meio de nota.

 

"Qualquer que seja a força evolucionária que sustenta esse modo de reprodução em uma diversidade tão grande seres vivos deve ser um dos fatores mais potentes e importantes da biologia", complementa.

 

A pesquisa sugere que a heterogeneidade do ambiente está entre esses fatores. "A reprodução sexuada ajuda a criar genótipos capazes de sobreviver em ambientes diversos", prossegue.

 

Os pesquisadores realizaram o estudo usando rotíferos, pequenos organismos aquáticos capazes de reproduzir-se com ou sem sexo. No trabalho, populações de rotíferos puderam se desenvolver em ambientes homogêneos ou heterogêneos.

 

Em mais de 70 gerações, a tendência para reprodução sexual persistiu em taxas muito mais elevadas nos hábitats heterogêneos, e declinou rapidamente nos homogêneos.

 

Os resultados aparecem na edição desta semana da revista Nature.

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