América do Sul está preparada para a gripe, diz OMS

Na região, Brasil, Argentina e Colômbia já têm casos de infecção pelo vírus H1N1 confirmados

DJ-AE,

08 Maio 2009 | 14h06

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira que a América do Sul apresenta um bom nível de prontidão contra o vírus da gripe A (H1N1), anteriormente chamada de gripe suína.  

 

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"Há bons laboratórios que podem detectar a doença e a região tem boa gerência de controle de gripes sazonais", disse Sylvie Briand, diretora adjunta do programa global de gripe da OMS, durante uma coletiva de imprensa. Ela disse que a maioria dos casos da gripe tem sido moderados e também confirmou a existência de quatro casos no Brasil.  

 

A OMS também não vê razões para elevar o nível de risco de pandemia da gripe do atual nível 5 para 6.   

 

Segundo a agência, são dois os principais grupos que correm risco de morrer em decorrência da doença. O primeiro é composto por jovens saudáveis que só procuram tratamento nos estágios avançados da gripe.

 

O segundo é de pessoas que já têm outro problemas de saúde, como imunodeficiência, doenças respiratórias crônicas ou diabetes.

  

No total, a agência confirmou a existência de 2.500 casos da doença em todo o mundo, até as 9 horas (de Brasília) em 24 países. A contagem anterior indicava 2.384 casos.

 

Brasil

 

Dos quatro casos confirmados até a noite de quinta-feira, 7, no Brasil, apenas um continua internado. O Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, confirmou o caso, depois da liberação dos resultados de exames feitos pela Fundação Oswaldo Cruz.

 

Trata-se de um rapaz de 21 anos que chegou no último sábado de Cancún, no México, em voo com escala na capital, Cidade do México. Ele apresentou sintomas da doença já no dia seguinte, mas deu entrada no hospital somente na terça-feira.

 

Mundo

 

O Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) anunciou nesta sexta-feira, 8, que a gripe suína já atingiu 1.639 pessoas em 43  dos 50 Estados americanos. Com isso, o país ultrapassa o México no ranking de casos da doença.

 

No vizinho latino-americano, com a confirmação de 159 novos casos, o número de contaminados pelo vírus A H1N1 subiu para 1.319. O número de mortes aumentou de 44 para 45.

 

O número divulgado pelo CDC é quase o dobro do registrado no balanço de ontem, de 896 casos, devido a novos resultados de testes de prováveis contaminações.  Nenhuma nova morte foi registrada.

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