Americano morto no Rio Grande do Sul não tinha gripe suína

'Exames preliminares já indicavam que a morte teria causas bacterianas e não virais', informa Secretaria de Saúde

30 Junho 2009 | 19h47

A Secretaria Estadual da Saúde divulgou nota nesta terça-feira, 30, informando que os exames feitos pela Fundação Osvaldo Cruz comprovaram que a causa da morte de um engenheiro mecânico norte-americano de 58 anos, ocorrida na sexta-feira, 26, não está associada à gripe A H1N1. Segundo a secretaria, o engenheiro chegou ao Estado no dia 21, foi internado num hospital de Montenegro, no Vale do Caí, na noite do dia 24, e entrou em estado de coma. "Exames preliminares já indicavam que a morte teria causas bacterianas e não virais", ressalta o texto.

 

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documento Folheto oficial do Ministério da Saúde 

 

Mais cedo, o ministério da Saúde informou que foram confirmados 55 novos casos da gripe suína no Brasil, elevando para 680 o saldo de infectados no País. Dos novos pacientes, 45 foram registrados no Rio Grande do Sul, 3 no Piauí, 3 em Santa Catarina, 1 em Alagoas, 1 no Distrito Federal, 1 no Paraná e 1 em Sergipe.

 

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, com apoio do Ministério da Saúde, acompanha a evolução do quadro clínico de um paciente, infectado no exterior, que está internado. Outros 933 casos já foram descartados. O Estado de São Paulo ainda acumula o maior número de casos da doença (308), seguido do Rio Grande do Sul (85), Minas Gerais (67), Rio de Janeiro (66) e Santa Catarina (49).

 

Porto Alegre

 

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) vai atender pacientes com suspeita de gripe em duas barracas cedidas pela Aeronáutica a partir desta quarta-feira. Num sistema de revezamento que vai funcionar 24 horas por dia, equipes formadas por um médico e um enfermeiro receberão as pessoas que apresentarem sintomas e poderão liberá-las, colher material para exames e recomendar isolamento caseiro ou interná-las numa área isolada do prédio, de acordo com a avaliação que fizerem.

 

O atendimento em barracas separadas evita que eventuais infectados pelo vírus A H1N1 circulem na área de emergência do hospital, onde haveria o risco de transmissão da gripe para pacientes debilitados por outras doenças, muitos dos quais em estado grave.

 

O HCPA não é o primeiro hospital da capital gaúcha a criar uma central de triagem no seu pátio com o mesmo objetivo. Desde quinta-feira passada, o Hospital Conceição presta o primeiro atendimento a pacientes com suspeita de gripe dentro de um contêiner.

 

Um levantamento feito pela instituição indica que 600 pessoas procuraram o serviço até a meia-noite de segunda-feira. Uma delas ficou internada no final de semana e já foi liberada, enquanto 39 colheram material para exames e, por terem seus casos considerados como suspeitos, estão em isolamento domiciliar.

 

Como não é referência para tratamento de gripe, o HCPA espera demanda menor que o Conceição. Antes das barracas, suas equipes já haviam atendido 40 casos de pessoas com sintomas, em salas separadas da emergência. Nenhum caso foi confirmado.

 

São Gabriel

 

Em São Gabriel, no sudoeste do Estado, cerca de 12 mil estudantes voltaram às aulas nesta terça-feira. O município de 62 mil habitantes e está em situação de emergência desde o dia 22. A prefeitura acredita que a medida serviu para conter a propagação da gripe. Segundo levantamento da Secretaria Municipal da Saúde, 31 pessoas contraíram a doença a partir do caso inicial de uma adolescente que chegou de viagem à Argentina. A menina está internada em estado grave no Hospital Universitário de Santa Maria. A maioria dos demais pacientes está em isolamento domiciliar com indicativos de boa recuperação.

 

(Com Elder Ogliari, de O Estado de S. Paulo)

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