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Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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Análise: descentralização de vacinação contra covid não enfraquece o SUS, mas o governo federal

Ignorar que tivemos quatro vacinas em testes e provavelmente exitosas e que deveriam ter merecido um esforço de negociação é inaceitável

Gonzalo Vecina*, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2020 | 05h00

O movimento dos governadores e prefeitos em torno da compra descentralizada da vacina contra covid é bastante favorável para a sociedade brasileira. Se o governo federal não realiza a função de centralizar as negociações, tomando a frente nesse processo, é preciso que alguém o faça. Que sejam os governadores e prefeitos! O que nós estamos vendo hoje é uma verdadeira bagunça.

A posição do governo ainda não está clara. Ignorar que tivemos quatro vacinas em testes e provavelmente exitosas e que deveriam ter merecido um esforço de negociação é inaceitável. Propor que iniciemos a vacinação em março e no máximo alcancemos um terço da população em 2021 significa não realizar nenhum mínimo esforço de tentar oferecer alternativas à população. Com isso, a tendência é o fracionamento. 

Essa descentralização não vai enfraquecer o SUS porque a ideia é garantir a saúde da população. É o mesmo objetivo: salvar as pessoas. E vai ser alcançado de outra forma. Nossos governantes não querem assumir o papel para o qual foram escolhidos: governar, liderar, propor alternativas. Quem sairá enfraquecido é o governo federal que, mais uma vez, mostra falta de capacidade de coordenação nacional.

*FUNDADOR E EX-PRESIDENTE DA ANVISA. EX-SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SP E PROFESSOR DO MESTRADO PROFISSIONAL DA EAESP/FGV E DA FSP/USP

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