Análise: Estratégia revela esforço para evitar fracasso em atrativo dos planos

Medida atende em cheio as expectativas da população, mas é indicativo do descompasso entre a expansão dos planos de saúde, do número de pessoas beneficiadas com rede de assistência

Lígia Formenti, de Brasília,

02 Outubro 2012 | 19h22

Depois do crescimento desordenado, torniquete. A estratégia do governo de suspender a venda de operadoras com falhas de atendimento revela o esforço de tentar evitar que um dos maiores atrativos de planos de saúde - a reduzida espera - fosse por água abaixo.

A medida atende em cheio as expectativas da população, mas é indicativo de um problema anterior: o descompasso entre a expansão dos planos de saúde, do número de pessoas beneficiadas, com a rede de assistência. Há no País 1.006

operadoras médico-hospitalares em atividade, com cobertura para cerca de 48 milhões de pessoas. Todos em busca de atendimento de qualidade.

A longa fila para exames, consultas e internações, no entanto, é um bom indicativo de que a estrutura existente para atendimento era menor do que a demanda.

Na definição do próprio presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Maurício Ceschin, a suspensão determinada pela agência representa um "freio de arrumação". Um "tempo" para que empresas consigam atender num prazo razoável um cliente. A tabela foi feita a partir de contribuições das próprias operadoras. Para uma consulta com especialista, por exemplo, duas semanas e para um procedimento de alta complexidade, 21 dias.

A julgar pelo alto número de operadoras que figuram por duas vezes consecutivas na lista da suspensão, uma tarefa que vai exigir bem mais do que uma simples acomodação ou arremedo. A fiscalização do cumprimento dos prazos depende das reclamações feitas por usuários.

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