Análise: Solução depende do que será feito após 'Corujão' na Saúde

O que realmente interessa saber é quais medidas serão adotadas para melhorar um sistema que está completamente sucateado, para que a fila não volte a crescer

Gustavo Gusso *, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2016 | 03h00

O mutirão proposto com o “Corujão” não é uma ação que está na literatura de gestão de saúde como mecanismo de solução para o atendimento primário. Como medida paliativa é positiva, mas limitada. O que realmente interessa saber é o que será feito depois desses 90 dias. Quais medidas serão adotadas para melhorar um sistema que está completamente sucateado, para que a fila não volte a crescer.

Nada foi dito até agora sobre contratação de equipes, prontuário eletrônico, suporte e capacitação técnica de médicos, avaliação de indicadores das organizações sociais gestoras das unidades e central de regulação. O Rio Grande do Sul teve uma experiência de reavaliação dos pedidos de exames, na qual constatou-se que muitas solicitações haviam sido feitas inadvertidamente, sem necessidade, e com isso reduziram a demanda de 140 mil para menos de 40 mil exames. Zerar fila não existe nem na Noruega.

* DIRETOR DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE

Mais conteúdo sobre:
Rio Grande do Sul Noruega

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.