TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Análise: Vacina não é gasto, é um investimento

Especialista analisa a notícia sobre o corte de verbas para compra e distribuição de imunizantes, como informou o 'Estado'

Rosana Richtmann, membro do Comitê de Imunização da SBI

18 de setembro de 2019 | 08h00

O possível corte de verbas para a compra e a distribuição de vacinas pelo Ministério da Saúde causa surpresa e receio. Vislumbrar a possibilidade de falta de vacinas no País é preocupante, ainda mais em um momento em que há um surto mundial de sarampo. A verba destinada às vacinas não inclui apenas a compra do insumo. Mesmo que o ministério consiga negociar e obter melhores preços, há ainda o gasto com a distribuição dos imunizantes por todo o País, o que exige muito cuidado.

As vacinas devem ser mantidas refrigeradas, sob temperatura de 2°C a 8°C. Se há uma falha nessa cadeia, corre-se o risco de perder a vacina ou a sua eficácia. É importante, portanto, que sejam mantidos os recursos para distribuição, armazenamento e transportes adequados. Além disso, é preciso garantir que as vacinas mais baratas tenham controle de qualidade e sejam reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é uma das melhores experiências em saúde pública que temos no Brasil. Ele é considerado modelo para vários outros países. Toda vez que compramos vacina, estamos economizando com medicamentos para tratar doenças, com internações, estamos poupando vidas. Vacina não é um gasto, é um investimento. 

*ROSANA É MEMBRO DO COMITÊ DE IMUNIZAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA (SBI)

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