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Planos de saúde poderão reajustar contrato em até 13,57%

Aumento autorizado pela ANS deve ocorrer a partir da data de aniversário dos contratos e atingirá 8,3 milhões de beneficiários

IDIANA TOMAZELLI, O ESTADO DE S. PAULO

03 Junho 2016 | 12h23

RIO - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em até 13,57% o índice de reajuste a ser aplicado aos planos de saúde médico-hospitalares individuais e familiares no período entre maio de 2016 e abril de 2017. O reajuste deve ser repassado pelas operadoras somente a partir da data de aniversário dos contratos e tem de ser igual ou inferior ao teto estabelecido pela ANS. A decisão será publicada no Diário Oficial da próxima segunda-feira, 6. No ano passado, o reajuste autorizado foi de 13,55%.

O porcentual é valido para os planos de saúde contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. Segundo a agência, o reajuste atinge cerca de 8,3 milhões de beneficiários, o que significa 17% do total de 48,5 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil, de acordo com dados de abril deste ano.

A ANS informa ainda que, nos contratos com aniversário em maio ou junho, será permitida cobrança retroativa. "Nesses casos, as mensalidades de julho e agosto (se o aniversário do contrato for em maio) ou apenas de julho (se o aniversário do contrato for em junho) serão acrescidas dos valores referentes à cobrança retroativa", esclareceu a agência.

"Para os contratos com aniversário entre os meses de julho de 2016 e abril de 2017 não poderá haver cobrança retroativa."

A metodologia utilizada pela ANS para calcular o índice máximo de reajuste anual dos planos individuais e familiares, estabelecida em 2001, leva em consideração a média dos porcentuais de reajuste aplicados pelas operadoras aos contratos de planos coletivos com mais de 30 beneficiários.

Inflação. Com o teto de 13,57%, o impacto do item na inflação deste ano deve ser de até 0,45 ponto porcentual, calcula o economista André Braz, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV). Braz notou que o porcentual é muito semelhante aos 13,55% anunciados como teto em 2015 pela ANS, o que lhe causou surpresa. “Veio abaixo do que se previa. É até uma boa notícia, já que a inflação de 2014 (6,41%) orientou que os planos subissem 13,55%. Agora, com uma inflação de 10,67%, o reajuste foi da mesma magnitude”, explicou o economista.

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