Antiinflamatório proibido em SP segue liberado no Brasil

Pareceres técnicos sobre o Prexige serão avaliados na próxima reunião de diretoria da Anvisa

da Redação, estadao.com.br

18 de julho de 2008 | 15h16

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não tem planos de impor uma proibição nacional, no curto prazo, para o antiinflamatório Prexige, cuja venda e distribuição foi proibida em todo o Estado de São Paulo, por 90 dias, pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) da secretaria estadual de Saúde. O medicamento fabricado pela Novartis causou, segundo o CVS, 609 notificações de reações adversas, sendo 147 delas consideradas graves (como enfarte, arritmia, hepatite, hemorragias, pancreatite, edema de glote, insuficiência renal, broncoespasmos e choque anafilático). Do total, 608 notificações foram feitas pelo próprio laboratório. A Anvisa relatou que monitora permanentemente as possíveis ocorrências graves provocadas pelo Prexige desde o cancelamento do medicamento pelo Therapeutic Goods Administration (TGA) da Austrália, em 2007, mas disse que ainda não tomou nenhuma decisão quanto à interrupção nacional da venda do antiinflamatório. Foi informado também que pareceres da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) e da área de farmacovigilância da Agência, favoráveis à proibição, serão analisados na próxima reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, prevista para terça-feira, 22. Novartis A empresa farmacêutica reafirmou em comunicado sua confiança na segurança do Prexige, quando usado conforme as indicações da bula.  A fabricante do Prexige também acredita que o número de notificações - 506 pacientes reportados à Vigilância Sanitária pela empresa segundo própria Novartis - está de acordo com a vasta prescrição do antiinflamatório; cerca 9,5 milhões de tratamentos. Contracep O anticoncepcional injetável Contracep, da EMS-Sigma Pharm, foi proibido nacionalmente pela Anvisa depois de uma interdição pela CVS do Estado de São Paulo, em novembro de 2007. Em fevereiro de 2008, o medicamento foi liberado pela Anvisa para comercialização no Brasil, mas a proibição foi mantida pelo órgão estadual paulista.

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