Arquivo/AE
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Antissépticos podem tornar bactérias resistentes a antibióticos

Resíduos de desinfetantes que permanecem na superfície em um hospital fortalecem resistência das bactérias

Efe,

28 Dezembro 2009 | 11h14

Um estudo realizado por pesquisadores irlandeses, especializados no combate as infecções hospitalares, identificou que os antissépticos podem tornar as bactérias mais resistentes não só a estes produtos, mas também aos antibióticos.

 

Os cientistas da Universidade Nacional da Irlanda em Galway chegaram à conclusão após acrescentar quantidades crescentes de desinfetante a cultivos em laboratório de pseudomonas aeruginosa, uma bactéria responsável por infecções nos hospitais.

 

Segundo o estudo, publicado na edição de janeiro da revista "Microbiology", a bactéria sobreviveu ao desinfetante e seu DNA mudou para fazê-la resistente aos antibióticos do tipo da ciprofloxacina, apesar não ter sido exposta a estes remédios. Os desinfetantes são utilizados para limpar diferentes superfícies nos hospitais, com objetivo de evitar a proliferação das bactérias.

 

Conforme o autor principal do estudo, Gérard Fleming, a elevadas concentrações não parece haver problema, mas "os resíduos de desinfetantes diluídos de forma incorreta e que permanecem na superfície em um hospital podem gerar o crescimento de bactérias resistentes aos antibióticos".

 

A ameaça para a saúde é grande, já que se as bactérias sobrevivem aos desinfetantes e contaminam um paciente, este será tratado com antibióticos resistentes as bactérias.

 

A pseudomonas aeruginosa é uma bactéria oportunista que ataca normalmente pessoas cujo sistema imunológico está debilitado, como doentes de fibrose cística e diabetes.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 8,7% dos pacientes contraem infecções durante a hospitalização.

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