REUTERS/Ricardo Moraes
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Anvisa aprova registro e Brasil passa a ter vacina anticovid com produção 100% nacional

Agência liberou o uso do insumo farmacêutico ativo fabricado pela Fiocruz, que produz a vacina contra o coronavírus em parceria com a AstraZeneca. 'Conquista para a sociedade brasileira', diz presidente da entidade

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2022 | 16h21

RIO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do insumo farmacêutico ativo (IFA) fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e que é necessário para a produção da vacina contra a covid-19 da Fiocruz/AstraZeneca. Na prática, a decisão faz com que o Brasil tenha pela primeira vez uma vacina 100% nacional, com todas as etapas de produção realizadas no País.

A vacina da Fiocruz/AstraZeneca tem autorização de uso no Brasil desde 17 de janeiro do ano passado - o imunizante recebeu o registro definitivo cerca de dois meses mais tarde. O IFA para a produção, contudo, era importado, uma vez que a Fiocruz aguardava autorização para a produção nacional.

Em maio passado, a Anvisa já havia concedido a Certificação de Boas Práticas de Fabricação à Fiocruz,  etapa que garantia que a linha de produção da fundação cumpria todos os requisitos para produzir o IFA nacional. Por causa disso, desde julho a Fiocruz produz o insumo. Assim, a fundação já possui o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, e a previsão é de que as primeiras doses do imunizante sejam envasadas ainda este mês.

"É uma grande conquista para a sociedade brasileira ter uma vacina 100% nacional para a covid-19 produzida em Bio-Manguinhos/Fiocruz. A pandemia deixou claro o problema da dependência dos insumos farmacêuticos ativos para a produção de vacinas. Com essa aprovação hoje pela Anvisa, conquistamos uma vacina 100% produzida no País e, dessa forma, garantimos a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde para essa vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo", disse a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

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