Miguel Medina/AFP
Miguel Medina/AFP

Anvisa autoriza estudo clínico com terceira dose da vacina da AstraZeneca

Ensaio será feito com pessoas entre 18 e 55 anos de idade que participaram do estudo inicial e já receberam as duas doses do imunizante

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2021 | 10h03
Atualizado 19 de julho de 2021 | 10h15

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira, 19, a realização de um estudo clínico com uma terceira dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca. O objetivo será avaliar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade (capacidade de provocar uma resposta imune) do reforço. O teste será feito com pessoas que participaram do estudo inicial e já receberam as duas doses do imunizante. A terceira dose será aplicada entre 11 e 13 meses após a segunda. 

Segundo a Anvisa, o estudo é de fase três, controlado, randomizado e simples-cego. Dessa forma, apenas o voluntário não saberá se tomou uma dose da vacina ou de placebo. Serão incluídos voluntários com idade entre 18 e 55 anos, que estejam altamente expostos à infecção com o novo coronavírus, como profissionais de saúde. Não serão incluídas gestantes ou pessoas com comorbidades. 

O estudo, patrocinado pela AstraZeneca, será realizado somente no Brasil, nos estados da Bahia (1,5 mil voluntários), Rio de Janeiro (1,5 mil voluntários), Rio Grande do Sul (3 mil voluntários), Rio Grande do Norte (1,5 mil voluntários) e São Paulo (2,5 mil voluntários).  

Após a quebra do cegamento da pesquisa (quando os voluntários ficam sabendo se receberam a vacina ou o placebo), todos os participantes do grupo placebo serão convidados a receber a terceira dose.

O Reino Unido, que usou a vacina da AstraZeneca em massa na sua população mais vulnerável, planeja aplicar uma terceira dose da vacina durante o outono. O reforço será dado a pessoas que apresentam mais risco para a doença. Israel, que usou o imunizante da Pfizer em larga escala, pretende fazer o mesmo.

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