Oli Scarff/AFP
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Anvisa autoriza Fiocruz a usar IFA brasileiro na produção da vacina anticovid de Oxford

Aprovação vem após uma semana de inspeção técnica e é consequência de parceria de Bio-Manguinhos com a Astrazeneca

Fernanda Nunes e Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2021 | 22h10

RIO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fiocruz a utilizar Insumo Farmacêutico Biológico (IFA) brasileiro na produção de lotes-pilotos, em escala comercial, da vacina contra a covid-19. A autorização é um desdobramento da parceria firmada entre a Astrazeneca, dona da tecnologia, e o instituto Bio-Manguinhos, ligado à instituição brasileira.

A produção vai ser destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Após testes, a Fiocruz vai pedir à Anvisa o registro ou uma autorização para uso emergencial da vacina.

Ao longo desta semana, a Fiocruz recebeu representantes da Anvisa. Eles foram verificar as condições técnico-operacionais da planta industrial onde será produzido o IFA nacional para a vacina. A inspeção começou na segunda, 26, terminou nesta sexta, 30. Trata-se de um passo importante para viabilizar a produção 100% nacional do imunizante no segundo semestre. Com isso, a transferência de tecnologia se completa, e a fundação ganha total autonomia na produção da vacina contra a covid-19.

"A aprovação técnica veio após a inspeção que verificou as Boas Práticas de Fabricação da linha de produção e concluiu que Bio-Manguinhos cumpre os requisitos das Condições Técnico-Operacionais (CTO) para iniciar a produção de lotes", informou a Anvisa, em comunicado.

A inspeção começou na segunda, 26, terminou nesta sexta, 30. Trata-se de um passo importante para viabilizar a produção 100% nacional do imunizante no segundo semestre. Com isso, a transferência de tecnologia se completa, e a fundação ganha total autonomia na produção da vacina contra a covid-19.

Fiocruz faz sua maior entrega de vacinas contra covid

Nesta sexta-feira, 30, a Fiocruz fez a sua maior entrega da vacina Oxford/AstraZeneca. Foram 6,5 milhões de doses destinadas ao Programa Nacional de Imunização (PNI). Ao todo, Biomanguinhos já produziu e repassou ao governo federal 26,5 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19. Foram 19,7 milhões apenas em abril, superando em um milhão de doses a previsão original.

Para maio, a previsão é fornecer outros 21,5 milhões de doses. Com a chegada de um novo lote de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) no último sábado, a fundação tem matéria prima suficiente para a produção de imunizantes até o início de junho. Para esse mês, está prevista a entrega de 34,2 milhões de doses. 

Se não houver imprevistos, a Fiocruz espera cumprir o cronograma inicial e entregar 100 milhões de doses até o fim de julho. “Já estamos produzindo um milhão de doses por dia”, afirmou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

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