Mariana Leal/Anvisa
Mariana Leal/Anvisa

Anvisa autoriza uso emergencial do medicamento Regkirona para tratamento contra covid-19

Órgão regulador explica que o remédio é um anticorpo monoclonal, ou seja, um produto biológico produzido em laboratório; uso do produto está restrito a hospitais

Sofia Aguiar, O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2021 | 15h05

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, 11, a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, do medicamento Regkirona (regdanvimabe). O pedido foi protocolado em 12 de maio deste ano pela empresa Celltrion Healthcare Distribuição de Produtos Farmacêuticos do Brasil Ltda.

Em nota, o órgão regulador explica que o regdanvimabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, um produto biológico produzido em laboratórios. O produto reproduz anticorpos que ajudam o organismo no combate a alguma doença específica. Contudo, a Anvisa destaca que esses anticorpos não previnem a doença.

O regdanvimabe é indicado para o tratamento de covid-19 leve a moderada em pacientes adultos que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção por Sars-CoV-2 confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para a doença em sua forma mais grave. A aplicação é intravenosa, com dose única restrita a 40mg/kg, e o tratamento deve ser iniciado após o teste viral positivo para a covid-19 e dentro de sete dias do início dos sintomas. O uso é restrito a hospitais.

Durante a votação pela aprovação, a diretora relatora Meiruze Freitas afirmou que os resultados dos ensaios clínicos com os anticorpos monoclonais, do tipo "mabes", mostraram uma redução dos danos pulmonares, diminuição da viremia (presença de vírus no sangue) e do risco de hospitalização. Em seu parecer, Freitas ressaltou que a covid-19 ainda é uma grande ameaça à saúde da população mundial, embora as vacinas já estejam disponíveis. "A vacinação massiva e o desenvolvimento de intervenções eficazes oferecem a esperança de acabar com o dano global causado pela pandemia", afirmou a Anvisa.

Esse é o quarto medicamento autorizado no Brasil para tratamento da covid-19, sendo o terceiro em uso emergencial.

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