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Anvisa concede registro a remédio contra atrofia muscular espinhal

Medicamento foi liberado nos Estados Unidos em 2016; no Brasil, pais recorriam a campanhas pela internet para pagar tratamento de R$ 3 milhões

O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2017 | 21h43

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro do medicamento Spinraza, que trata pacientes com atrofia muscular espinhal (AME), uma doença rara e degenerativa que ataca o sistema nervoso.

Segundo a nota divulgada pela agência, o registro será divulgado na próxima segunda-feira, 28. No Brasil, o remédio só poderá ser comercializado como solução injetável e com concentração de 2,4 mg/ml.

O remédio é produzido pelas empresas Vetter Pharma - Fertigung GmbH & Co. KG, da Alemanha, e Patheon Itália S.PA, da Itália. O registro brasileiro é da empresa Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos.

Alto custo. Ainda não se sabe qual será o preço do medicamento. Pais brasileiros que conseguiram importá-lo tiveram de pagar R$ 3 milhões para o primeiro ano de tratamento, que consiste em seis doses.

Na nota, o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, disse que "a empresa tem a responsabilidade de oferecer o Spinraza a um preço justo".

Luta pela vida. A AME é uma doença de origem genética que atinge um em cada dez mil bebês nascidos. Devido à ausência ou defeito de um gene, os pacientes não produzem quantidade suficiente de proteína do neurônio motor, dificultando atividades básicas como respirar e engolir. Com a progressão, a criança pode chegar à morte.

Em março, os pais de Joaquim, de Ribeirão Preto, conseguiram o valor necessário para a importação do remédio. Ele sofria do tipo 1 da doença, o mais grave, já tinha sofrido três paradas cardiorrespiratórias e estava se alimentando por sonda.

Outra família que conseguiu arrecadar o dinheiro para o primeiro ano de tratamento do filho é do Rio de Janeiro. A farmacêutica Juliane de Godoi, de 31 anos, e o engenheiro Wanderson de Godoi, de 29, contaram com a ajuda de pessoas de outros Estados e com eventos em prol de André.

A Biogen tinha enviado o dossiê de solicitação de registro do Spinraza para avaliação da Anvisa em abril deste ano. A agência explicou na nota que, por se tratar de uma substância inédita, o processo foi mais complexo e envolveu a avaliação crítica de informações legais e técnicas.

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