Anvisa faz novas buscas por leite adulterado no País

Agência fará análise em leites longa-vida distribuídos para atacados e lojas do varejo

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

29 de outubro de 2007 | 10h19

A Vigilância Sanitária dos municípios de todo o país, em uma ação conjunta com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), volta a fazer novas buscas e apreensões nesta segunda-feira, 29, ao leite que pode ter sido utilizado em uma fraude de cooperativas mineiras. As duas empresas são acusadas adicionavam soda cáustica e água oxigenada ao produto para aumentar sua validade.    Desde sexta-feira, 26, a Vigilância Sanitária de São Paulo vem realizando esse trabalho de procura pelos lotes denunciados pela Anvisa e fazendo as autuações. Os locais vistoriados nesta segunda serão os atacados e as lojas de varejo, de acordo com a assessoria do órgão. Os endereços ainda não foram divulgados.   Fiscais da Vigilância farão um balanço da ação feita na sexta-feira e o relatório será divulgado no fim da tarde, segundo a assessoria. Na última semana, nove lotes de leite integral tipo longa-vida fornecidos pelas empresas Calu, Parmalat e Centenário foram retirados dos mercados.   No sábado, o juiz Alexandre Henry Alves, da 1.ª Vara Federal de Uberaba, determinou a libertação de cinco dos seis presos na última segunda-feira pela Operação Ouro Branco, que denunciou a adição de substâncias químicas não permitidas ao leite longa-vida, o que o tornava impróprio para consumo.    Apenas o diretor-presidente da Cooperativa de Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Copervale), responsável pela fabricação e distribuição do leite integral Centenário, Luiz Gualberto Ribeiro Ferreira, continua preso. Ele teve a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias.   Foram libertados na noite de sexta-feira, 26, e madrugada deste sábado o chefe do serviço de operacionalização da Copervale, Romes Monteiro Fonseca, o funcionário do Serviço de Inspeção Federal (SIF), Afonso Antonio da Silva, os diretores da Cooperativa, Luiz Ricardo Freire Resende e José Afonso de Freitas, e o químico Pedro Renato Borges, acusado de elaborar a fórmula da adulteração do leite.   O pedido para a prorrogação da prisão temporária foi feito para o químico e para o presidente da Copervale, mas o juiz prorrogou apenas a prisão deste último, acusado de determinar a adulteração do leite longa vida, com a adição de soda cáustica, água oxigenada e soro. A polícia suspeita que o químico estaria vendendo a fórmula usada na adulteração.   Romes Monteiro, o primeiro a deixar a penitenciária na noite de sexta-feira, não quis falar com a imprensa. Mas, segundo seus advogados (teve cinco em uma semana), ele teria colaborado com as investigações e acusado o presidente da Copervale de determinar a adulteração.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.