Anvisa interdita todos os lotes do Contracep em todo o Brasil

Interdição é válida por 30 dias. Três lotes do medicamento foram considerados inadequados para uso

09 de novembro de 2007 | 19h18

O anticoncepcional injetável Contracep, produzido pelo laboratório farmacêutico EMS Sigma Pharma, está interditado em todo o País, para comercialização e consumo, pelo período de 30 dias.   Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinando a interdição cautelar de todos os lotes do medicamento será publicada no Diário Oficial da União da próxima segunda-feira, 12.   A suspensão da comercialização e do uso de três lotes do Contracep (080501-1, 080496-1 e 087359-1), com prazo de validade até maio de 2009, foi determinada pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo nesta quinta-feira.  Na sexta, a vigilância paulista determinou a interdição cautelar de todos os lotes do medicamento, mesme medidad adotada, em escala nacional, pela Anvisa.   As medidas de precaução e proteção à saúde foram tomadas pela Anvisa e pela Vigilância de São Paulo com base em análises de amostras do medicamento feitas pelo Instituto Adolfo Lutz, que indicaram que o produto poderia não proteger contra a gravidez.    Orientação   Até o momento, a Anvisa não recebeu notificação sobre mulheres que engravidaram fazendo uso do Contracep injetável. Na próxima segunda-feira, o CVS realizará inspeção no laboratório EMS, localizado em Hortolândia (SP).   A recomendação do CVS para as mulheres que compraram qualquer lote do Contracep é usar camisinha e procurar orientação médica para substituir o medicamento, enquanto a investigação não for concluída.   Para as mulheres que usaram, há mais de quatro semanas, um dos três lotes já proibidos do anticoncepcional, a orientação é para que realizem um teste de gravidez e usem preservativos até obterem o resultado do exame.   Caso o teste seja negativo, os médicos deverão orientar a manutenção do uso de outros métodos contraceptivos mais adequados às pacientes.   Para todas as mulheres que receberam a dose há menos de quatro semanas, a orientação é para que utilizem preservativo ou qualquer outro método anticoncepcional para o qual não haja contra-indicação.   Empresa   Em nota, a  EMS informa que vem procedendo de acordo com as determinações do CVS.   O laboratório diz que um sistema de atendimento foi montado para pacientes que utilizaram o contraceptivo no período de julho de 2007 (época na qual os lotes interditados inicialmente foram distribuídos no mercado) até a data atual.   Os telefones são 0800-194-966 e 0800-707-6684.

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