ROBSON FERNANDJES/AE
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Anvisa proíbe propagandas da Ultrafarma por irregularidades

Empresa vem atribuindo propriedades terapêuticas a produtos registrados como alimentos, o que é vedado pelo órgão

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

03 Abril 2017 | 17h58

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão de todas as propagandas feitas pela empresa Ultrafarma que atribuam propriedades terapêuticas ou de saúde a seus produtos registrados como alimentos. A medida vale a partir desta segunda-feira, dia 3, e foi determinada por uma resolução publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a Anvisa,"a empresa apresenta diversas propagandas e publicidades que atribuem propriedades terapêuticas, de saúde ou funcionais não autorizadas aos alimentos comercializados" em seu site, e dá exemplos como: "reduz o risco de doenças cardiovasculares", "apresenta leve ação diurética", "auxilia na melhora do funcionamento intestinal e nos tratamentos de artrite e reumatismo", "ação antitumoral", "ideal para a saúde do coração e bem estar do atleta", entre outras.

A Anvisa proíbe que produtos registrados como alimentos tenham em sua propaganda alegações de propriedades terapêuticas ou de saúde. "A veiculação de representações ou alegações de propriedades funcionais somente podem ser feitas para alimentos registrados em tal categoria, após atendimento às diretrizes básicas de comprovação de propriedades funcionais ou de saúde estabelecidas na legislação pertinente", diz a resolução da agência.

A resolução cita especificamente as propagandas feitas pela empresa na internet, mas diz que as restrições "se aplicam a qualquer tipo de mídia". 

A reportagem procurou a Ultrafarma para comentar a restrição, mas não teve resposta até as 18 horas desta segunda.

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