Anvisa proíbe venda e uso dos remédios Prexige e Arcoxia

Pacientes que usam os dois produtos devem consultar médicos para saber alternativas, recomenda Anvisa

Da Redação,

03 de outubro de 2008 | 12h59

A venda e o uso dos remédios Prexige e Arcoxia estão proibidas no País por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O registro do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe) de 400 mg e do Arcoxia (Etoricoxibe) de 120 mg foi cancelado pela agência.    Em vídeo, gerente da Anvisa explica a proibição   O Prexige é fabricado pelo laboratório Novartis e o Arcoxia é produzido pela Marck Sharp e Dohme. A Anvisa alega que os riscos dos medicamentos superam os benefícios e a determinação deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira, 6.   A agência recomenda que os pacientes que fazem uso dos medicamentos consultem seus médicos para saber qual remédio tomar sem interromper o tratamento.   O Prexige era indicado para o tratamento da osteoartrite, da dor aguda e da cólica menstrual. Já o Arcoxia é recomendado no tratamento de reumatismo, gota, artrite, dor articular, cólica menstrual e em pós-operatórios.   Em nota, a Novartis afirma que já estava reembolsando os pacientes que haviam comprado o Prexige desde que a decisão da Anvisa de suspender temporariamente a venda do remédio. A empresa alega que caso algum lote ainda esteja em circulação, os compradores serão reembolsados. Além disso, o laboratório afirma que o medicamento é eficaz e segura contra dores. A empresa informa os pacientes que, em caso de dúvida, podem ligar para o número 0800-888-3003.   O laboratório Marck Sharp e Dohme afirma que vai cumprir a decisão da Anvisa e interromper a comercialização do Arcoxia 120 mg, mas que as fórmulas de 90 mg e 60 mg continuam à disposição dos pacientes, que devem conversar com seus médicos para saber o que fazer. A empresa lamenta a decisão da Anvisa e afirma que o remédio tem benefícios aos pacientes que o utilizam. O laboratório deve informar nos próximos dias qual será o procedimento para recolhimento do remédio e que, em caso de dúvidas, os pacientes podem entrar em contato pelo telefone 0800-01202232.   Texto atualizado às 13h37 para acréscimo de informações.

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