Divulgação / Governo do Estado de SP
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Comitê independente confirma que morte não teve relação com vacina e recomenda retomar testes

Documento de cientistas internacionais foi enviado à Anvisa e à Conep na tarde desta terça; agência deve usar parecer para decidir sobre retomada ou não de pesquisa

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2020 | 19h27

SÃO PAULO - Em relatório finalizado nesta terça, 10, o Comitê Internacional Independente do estudo da Coronavac confirmou que a morte de um voluntário do estudo não teve relação com a vacina e recomendou a retomada da pesquisa, que foi suspensa na segunda, 9, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações sobre o parecer foram confirmadas ao Estadão por fontes envolvidas nos testes clínicos.

O comitê é formado por especialistas de fora do Brasil e tem como função analisar dados de eficácia e segurança do estudo de forma imparcial. O documento já foi encaminhado à Anvisa e à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A agência confirmou o recebimento do relatório e disse que o documento está em análise. Mais cedo, a agência havia dito que apenas com o parecer do grupo seria possível tomar uma decisão sobre a continuidade ou não dos testes. 

Isso porque, de acordo com a agência, somente as informações prestadas pelo patrocinador (Instituto Butantã) e pesquisadores do estudo não são suficientes. Como eles são parte interessada da pesquisa, os dados apresentados podem apresentar algum viés e precisam ser ratificados por cientistas independentes.

Embora a Anvisa não tenha informado prazo para que seja divulgada uma decisão, a expectativa internamente é que ela saia nos próximos dias.

O Estadão apurou que o Instituto Butantã convocou os especialistas do comitê independente às pressas nesta terça para que esse relatório fosse finalizado o mais rápido possível diante do impasse criado em torno dos testes da Coronavac. 

A Anvisa suspendeu a pesquisa alegando tratar-se de um evento adverso grave inesperado. De acordo com a agência, o Butantã não havia enviado informações suficientes para descartar a relação do evento adverso com a vacina. Já o Butantã disse que enviou os dados no dia 6 para a agência e reclamou do fato de não ter sido procurado para prestar mais esclarecimentos antes da suspensão. 

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