Anvisa suspende lote de peixe com excesso de mercúrio, no Rio

Produto congelado da marca Frescatto, do frigorífico Calombé, apresentou 1,8 mg/kg; o limite máximo permitido é de 1 mg/kg

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

04 Novembro 2014 | 11h50

Atualizado às 13h

RIO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou cautelarmente o lote J 14-0107 do peixe congelado cação em postas da marca Frescatto, produzido pelo frigorífico Calombé, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A venda do produto foi suspensa por 90 dias porque foram encontrados 1,8 mg de mercúrio por quilo de peixe, o que representa um risco à saúde do consumidor - o limite máximo permitido é de 1 mg/kg.

Segundo a Anvisa, a Frescatto tem 10 dias para solicitar a contraprova com análise do produto do mesmo lote para verificar se o problema foi em todo o lote ou somente naquela amostra. O resultado sai em até 60 dias. Caso seja comprovada a irregularidade, todo o lote será retirado do mercado. O lote é de janeiro deste ano e tem validade até dezembro.

O excesso de mercúrio no organismo humano pode causar perda de memória, tremores, dificuldades motoras, de visão e audição e outros sintomas neurológicos.

Por meio de nota, a Frescatto informou que está tomando as medidas necessárias para a retirada do lote J14-0107 do mercado. A empresa disse também que "todo cação comercializado pela empresa é importado e só entra no Brasil mediante apresentação de um certificado sanitário emitido pelo órgão regulador do país de origem, cuja emissão é condicionada ao atendimento às normativas do Codex Alimentarius".

O Codex Alimentarius define uma série de normas internacionais de comércio de alimentos estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), por ato da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) e Organização Mundial de Saúde (OMS).

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