Frank Augstein/AP
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Anvisa também conclui que morte de adolescente em SP 'não teve relação causal' com vacina da Pfizer

Em nota, agência afirmou que dados apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde foram 'consistentes e bem documentados'; análise será enviada à OMS

João Ker, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2021 | 23h47

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também concluiu nesta segunda-feira, 20, que a morte de uma adolescente de 16 anos, em São Bernardo do Campo, não teve "relação causal" com a dose da vacina da Pfizer que ela havia recebido uma semana antes. Em nota, o órgão afirma que os dados analisados em parceria com o governo de São Paulo "foram considerados consistentes e bem documentados".

A Anvisa ainda afirmou que pretende notificar a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o caso, para análise "quanto a qualquer possível sinal de segurança" em relação ao imunizante da Pfizer. "Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus risco para todas as vacinas autorizadas no Brasil, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos", diz a nota.

As informações técnicas também serão apresentadas nesta terça-feira, 21, ao International Coalition of Medicines Regulatory Authorities (ICMRA), um conselho de autoridades regulatórias que reúne as maiores autoridades do mundo em discussões acerca da segurança das vacinas; e ao Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (CIFAVI), formado por representantes do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da própria agência.

Uma análise feita por 70 especialistas e sob supervisão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo concluiu na última sexta-feira, 17, que a vítima era portadora de uma doença autoimune, grave e rara, conhecida como Púrpura Trombótica Trombocitopênica (PTT). O diagnóstico apontou que a PTT não tem "uma causa conhecida capaz de desencadeá-la" e "não há como atribuir relação causal" entre ela e as vacinas de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer. 

O caso havia sido foi utilizado como uma das justificativas dadas pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para recomendar a suspensão da vacinação em todos os adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades no Brasil. A decisão foi criticada pela própria Anvisa, que reforçou a segurança e eficácia dos imunizantes aprovados e administrados no País.

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