Aos 180, Observatório Nacional gera receita com a hora certa

Necessidades da era digital viram fonte de recursos para a instituição criada por D. Pedro I em 1827

15 de outubro de 2007 | 16h44

O Observatório Nacional (ON), baseado no Rio de Janeiro, completa 180 anos nesta segunda-feira. Responsável pelo registro da hora oficial brasileira - e, também, pela transição para o horário de verão - O ON tem, na Hora do Brasil, sua primeira fonte de receita própria, graças à importância da hora oficial para transações digitais.    Imagens do ON     O observatório acaba de ter aprovado um projeto na Finep de R$ 2 milhões para compra de novos equipamentos para manter a precisão da hora certa.   Em 2009, o Rio de Janeiro sediará a reunião bienal da União Astronômica Internacional (IAU). Será a primeira vez que o encontro ocorre fora dos EUA ou da Europa. Em sua última edição, a assembléia da IAU decidiu que Plutão não seria mais um planeta, e criou a categoria de planeta-anão.   O observatório foi criado por D. Pedro I em 15 de outubro de 1827. Entre suas finalidades estava a orientação e estudos geográficos do território brasileiro e de ensino da navegação. Com a proclamação da República, em 1889, o Imperial Observatório do Rio de Janeiro passou a se denominar Observatório Nacional.   Em 1919, o ON coordenou a expedição inglesa que documentou o eclipse total do Sol, em Sobral, Ceará, um dos experimentos cruciais para a confirmação da teoria da relatividade proposta por Albert Einstein.

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