Aparelho magnético pode tratar a depressão

TMS seria chave para tratamento não invasivo da doença, além de uma resposta inovadora aos antidepressivos

AP

21 de outubro de 2008 | 21h10

O governo dos Estados Unidos aprovou o primeiro estimulador cerebral não invasivo para o tratamento de depressão - um mecanismo que passa pulsos magnéticos através do crânio.  Se soa como ficção científica, bem, esses pulsos acionam pequenas cargas elétricas que provocam faíscas nas células. Ainda assim, não causa os riscos de eletrodos cirurgicamente implantados ou do tratamento de último caso, a terapia de choque.  Chamada de estimulação transcranial magnética (TMS), essa abordagem não é para qualquer paciente. A FDA aprovou a terapia da Neuronetics Inc.'s NeuroStar therapy especificamente para pacientes que não tenham tido melhorias com seus antidepressivos, indo de remédio para remédio.  "Estamos abrindo uma nova área da medicina", disse Mark George, da Universidade da Carolina do Sul. "Há uma nova área que agora está se deslocando para terapias não invasivas do cérebro." "Ninguém pensou que isso funcionaria, era uma idéia louca. Eu tinha que desenvolver o projeto às 6 da manhã antes que os cientistas de verdade chegassem", brinca George sobre quando seu trabalho começou, em 1993.  Mas "o cérebro é um órgão elétrico", acrescentou. "A eletricidade é a moeda do cérebro, é como ele faz o que faz." Embora haja uma grande necessidade por abordagens inovadoras - pelo menos um em cada cinco pacientes de depressão é resistente ao tratamento - a pergunta é quanto benefício exatamente o TMS oferece.  A FDA liberou sua utilização baseando-se em dados de que pacientes tiveram uma melhora modesta quando tratados com TMS do que quando recebiam um tratamento que imitava os magnetos.  Quais são os benefícios modestos? Cerca de 24% dos que se trataram com TMS tiveram melhoras significativas nos níveis de depressão típica depois de seis semanas, comparados com 12% que tomaram o placebo. É praticamente a mesma resposta que a obtida com antidepressivos.  Para uma resposta mais clara, os Institutos Nacionais de Saúde estão desenvolvendo um estudo independente que acompanha 260 pacientes e pode ter resultados iniciais no começo do ano que vem.

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