Aparelhos de mp3 podem causar perda permanente da audição

Segundo especialistas da UE, até 10% das pessoas que usam esses aparelhos sofrem algum tipo de dano auditivo

Efe

13 de outubro de 2008 | 14h41

Entre 5% e 10% das pessoas que utilizam reprodutores de música portáteis, como iPod ou aparelhos de MP3, com o volume muito alto podem sofrer perda permanente de audição ou outros danos, segundo especialistas da União Européia (UE). O Comitê Científico dos Riscos para a Saúde Emergentes e Recentemente Identificados afirma que pessoas que ouvem música mais de uma hora por dia da semana durante pelo menos cinco anos com o volume alto (mais de 89 decibéis) correm esse risco. A Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE) tinha pedido ao grupo que investigasse o uso desses dispositivos por causa de seu crescente uso, especialmente entre adolescentes e jovens. Após a conclusão, a CE deve estudar com os países europeus, a indústria e os consumidores possíveis medidas para melhorar a proteção dos usuários. Na UE, existe um padrão de segurança que limita o nível de som dos aparelhos de som em 100 decibéis, mas há uma crescente preocupação pelos danos provocados pela exposição excessiva a esses dispositivos. Os usuários que escutam música durante mais tempo correm o risco de sofrer perda permanente da audição, que pode afetar entre 5% e 10% dos usuários, ou seja, de 2,5 milhões a 10 milhões de pessoas. Diante dessas advertências, a CE deve fazer uma conferência no início de 2009 para avaliar a conclusão dos especialistas. O evento abordará possíveis precauções que os usuários podem adotar, assim como eventuais soluções técnicas para minimizar o dano à audição e a possibilidade de novas leis ou revisão dos padrões atuais. A CE recomenda os usuários desses aparelhos a medir o volume máximo de seus dispositivos e os manterem em volume baixo. O Executivo europeu calcula que entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas escutem música todos os dias na UE com reprodutores musicais como os aparelhos de MP3.

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