Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Apenas metade das crianças em São Paulo foi vacinada contra poliomielite neste ano

Campanha de vacinação estava prevista para acabar nesta sexta-feira, 13, mas foi prorrogada até 30 de novembro, assim como as campanhas de multivacinação e de sarampo (SCR)

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2020 | 08h55
Atualizado 14 de novembro de 2020 | 08h33

A Prefeitura de São Paulo prorrogou, mais uma vez, a campanha de vacinação contra a poliomielite, sarampo (SCR), além da multivacinação até o dia 30 de novembro. A informação foi confirmada no fim da tarde desta sexta-feira, 13, data em que seriam encerradas as campanhas de vacinação. No dia anterior, já havia a sinalização que o período poderia ser estendido, mais uma vez. O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, informou na quinta-feira, 12, que a taxa de cobertura vacinal teve o pior resultado dos últimos anos no Estado de São Paulo. Para poliomielite, a adesão de crianças de 1 a 5 anos está em apenas 52,4%. A meta é proteger pouco mais de 2 milhões de crianças, que representam 95% do público-alvo. 

“Uma taxa de 48% para pólio é uma ameaça de morte e de paralisia infantil para as nossas crianças”, disse Gorinchteyn em coletiva realizada ao meio-dia. No fim da tarde, a secretaria atualizou o número para 52,4%. “Temos de vacinar. Um país que vacina é um país desenvolvido. E ela, sim, que vai garantir que crianças, adultos e idosos deixem de morrer.” Segundo o secretário, o Estado já havia constatado queda de adesão nos últimos “dois ou três anos”, mas “este ano as taxas se mostraram ainda piores”.

Já a campanha de multivacinação, que teve início no dia 5 de outubro, atingiu 70,3% das crianças com menos de um ano. Este número sofre redução significativa entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, com apenas 47,6% de cobertura. A iniciativa tem como objetivo atualizar as cadernetas vacinais, aplicando doses em eventuais situações de atraso ou necessidade de reforço. Entre as vacinas ofertadas estão a BCG e a pentavalente, que previnem doenças como tuberculose, hepatite B e coqueluche.

As campanhas estavam previstas para acabar nesta sexta, 13, mas o governo do Estado estudou a prorrogação por causa do baixo resultado até o momento. “Nossa meta é atingirmos 95% das crianças. Não podemos conceber que isso seja menor”, afirmou Gorinchteyn.

As campanhas já haviam sido prorrogadas no fim de outubro, quando só 39,6% do público-alvo havia comparecido aos postos de saúde.  A meta do governo de São Paulo é imunizar 2,2 milhões de crianças contra a doença. Já a de multivacinação engloba 14 tipos de imunizantes que protegem contra 20 enfermidades, entre elas tuberculose, tétano e hepatite B.

Foi prorrogada ainda a campanha de vacinação do sarampo em crianças e adultos, de 6 meses a 49 anos de idade. Segundo Secretaria Municipal da Saúde, esse vírus, que no ano de 2019 voltou a circular, é de transmissão respiratória, de pessoa a pessoa, e os casos podem aumentar com a flexibilização das atividades na pandemia.

Pais ou responsáveis devem levar as crianças a um dos 5 mil postos de saúde localizados na cidades do Estado com a carteira de vacinação em mãos. Lá, um profissional avalia quais doses precisam ser aplicadas.

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