Apesar de tensão, Coreia do Sul envia ao Norte quase R$ 600 mil contra malária

Doença persiste na zona da fronteira, onde mais de 360 sul-coreanos sofreram infecções este ano

Efe

18 de agosto de 2010 | 19h53

SEUL - A Coreia do Sul enviou à Coreia do Norte uma ajuda contra a malária no valor de 400 milhões de wons (R$ 595 mil), apesar da tensão entre os dois países após o afundamento da embarcação sul-coreana "Cheonan", em março.

A malária persiste na zona da fronteira entre as Coreias, onde mais de 360 sul-coreanos sofreram infecções em 2010, segundo dados oficiais publicados pela agência sul-coreana "Yonhap".

Segundo a agência, a entrega do material médico representou a primeira visita de um grupo de civis sul-coreanos à Coreia do Norte desde que Seul proibiu as viagens ao país comunista, há três meses, em protesto pelo caso do "Cheonan".

O navio afundou no Mar Ocidental (Mar Amarelo), supostamente atingido por um torpedo norte-coreano que matou 46 marinheiros. Pyongyang nega o ataque, apesar de uma equipe internacional de investigadores ter garantido, em maio, que as provas são contundentes.

O fato fez aumentar a tensão entre os dois países, e levou Seul a proibir os intercâmbios comerciais com o Norte e as viagens para o país vizinho, embora tenha mantido o princípio de seguir enviando ajuda humanitária.

A ajuda foi entregue na última terça-feira por um grupo de cinco civis sul-coreanos, entre eles um médico, que viajou até a região fronteiriça de Kaesong para explicar às autoridades norte-coreanas como utilizar o material, segundo o Ministério de Unificação sul-coreano.

Após a deterioração das relações bilaterais pelo afundamento da embarcação, Seul tinha permitido apenas poucos envios de ajuda humanitária à Coreia do Norte, principalmente dirigida a crianças.

O país comunista atravessa uma forte crise econômica e alimentícia, agravada pelo fracasso da reforma de sua moeda, em novembro de 2009, e pelas sanções internacionais impostas por conta de um teste nuclear em maio do ano passado.

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