Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Aplicativos prometem melhorar a qualidade de vida

Da falta de sono ao excesso de peso, há dispositivos para resolver todo tipo de problema. Saiba como tirar proveito deles sem colocar sua saúde em risco

Wanise Martinez, Estadão.com.br

11 de dezembro de 2011 | 00h01

O celular toca e surge um verdadeiro consultório médico. São alertas que lembram de tomar a pílula, mostram o resultado da corrida feita pela manhã, fazem um gráfico da noite de sono e até indicam a melhor opção de cardápio para seu dia.

Em poucos cliques, foi-se o velho e recomendado hábito de marcar consulta e falar com um especialista. Os 'doutores' de agora são os aplicativos mHealth (do inglês mobile health: saúde móvel), utilizados em celulares, tablets e iPods. Parece prático, saudável e ainda combina com a inevitável falta de tempo. Sentiu vontade de cancelar o convênio? Melhor pensar de novo. Para os especialistas, a combinação entre tecnologia e saúde pode ser um avanço importante, mas está longe de substituir o acompanhamento médico tradicional.

"Os aplicativos são ferramentas úteis hoje em dia", acredita Turíbio Leite de Barros Neto, fisiologista do Esporte Clube Pinheiros e professor adjunto da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "Mas é preciso ter bom senso e saber usá-los apenas como complemento à orientação médica, e não como única solução", diz. O fisiologista também ressalta a importância do selo de qualidade, ou seja, aplicativo bom é aquele que tem procedência ligada a entidades de saúde confiáveis.

 

 

 

Atualmente, há mais de 17 mil opções de aplicativos voltados para a saúde, entre gratuitos e pagos. E o número só aumenta - assim como o montante de usuários, que deve beirar os 500 milhões até 2015, aponta o relatório Mobile Health Market Report 2010-2015, da consultora alemã Research2Guidance, que realiza pesquisas sobre o mercado global de aparelhos móveis.

 

Para o especialista em internet e marketing digital, Conrado Adolpho, professor da ESPM e da Fundação Dom Cabral, o aumento desses dispositivos no mercado só tende a crescer no país. "Será um comportamento natural, uma vez que os brasileiros representam um número grande de pessoas buscando informações sobre saúde na rede", conclui.

 

 

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