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Após 20 anos, China libera entrada de estrangeiros HIV positivos no país

Governo compreendeu que proibição tem efeitos muito limitados na prevenção e controle das DSTs

Efe

28 Abril 2010 | 10h32

PEQUIM - A China eliminou, depois de 20 anos, a proibição de entrada ao país de estrangeiros portadores do vírus HIV, a três dias da inauguração da Exposição Universal de Xangai, que deve receber cerca de cinco milhões de pessoas do exterior.

 

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Além disso, a partir de agora, também será permitido o acesso a pessoas com doenças sexualmente transmissíveis e lepra no país, informou nesta terça-feira, 28, a agência oficial de notícias chinesa Xinhua.

 

Segundo a decisão tomada ontem pelo Conselho de Estado (Executivo), "depois de adquirir um maior conhecimento sobre as infecções, o Governo compreendeu que esta proibição tem efeitos muito limitados na prevenção e no controle das doenças no país".

 

A proibição que houve até o momento gerou muitas polêmicas, a mais recente delas no caso de Robert Dessaix, de 66 anos e um dos escritores mais famosos da Austrália, que foi impedido de viajar à China em março por ser portador do HIV.

 

O Executivo chinês ressaltou que "a proibição também causava inconvenientes no país quando eram realizados eventos internacionais".

 

O porta-voz do Ministério da Saúde, Mao Qunan, disse que "as bases para levantar a proibição começaram há anos", que começou a ser defendida desde os Jogos Olímpicos de Pequim, mas levou alguns quantos anos para ser aprovada "por causa de procedimentos legislativos".

 

O veto de entrada aos portadores de HIV na China foi imposto nos anos 80, quando o Governo chinês considerava a AIDS um "mal estrangeiro", enquanto dezenas de milhares de seus cidadãos se contagiavam dentro do país por causa de negócios incontrolados de compra e venda de sangue.

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