Tiagp Queiroz/Estadão
Tiagp Queiroz/Estadão

Após 3 semanas de queda, SP registra o 2.º pior recorde de mortes por covid-19

Estado teve 417 óbitos e 12 mil novos casos confirmados da doença nas últimas 24 horas; internações superam marca de 15 mil pessoas

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2020 | 17h38

Depois de alcançar três semanas consecutivas de queda no número de mortes por coronavírus, o Estado de São Paulo registrou nesta terça-feira, 14, o segundo pior recorde de mortes por causa da doença em 24 horas desde que a pandemia teve início, em março, com 417 óbitos. Os dados apontam ainda que mais 12 mil pessoas contraíram o coronavírus, o terceiro pior índice de um dia para outro desde março, quando a crise começou. Os números são da Secretaria Estadual da Saúde.

Desde o início da crise, os dados coletados às terças-feiras são mais altos do que os dos demais dias da semana, uma vez que, aos fins de semana, os serviços médicos de saúde de diversas prefeituras e do governo estadual operam com menos funcionários, e parte dos dados fica represada. Ao todo, o Estado chegou a 18.324  mortes e 386.607 casos confirmados da doença. 

A média móvel de mortes, que considera a média dos óbitos em sete dias, ficou em 353 registros. É um aumento de 44% em relação à média registrada na terça-feira anterior, dia 7, e de 46% em relação à média de 30 de junho. Em números gerais, o recorde de mortes no Estado em um único dia foi registrado em 23 de junho e foi de 434 óbitos. 

Os casos no interior do Estado seguem sendo principal foco de atenção das autoridades estaduais de saúde, que anunciaram nesta terça o envio de mais respiradores mecânicos para auxiliar pacientes que precisam de atendimento em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e um protocolo que coloca o Hospital de Campanha do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, como opção para o recebimento de pacientes das cidades da região de Piracicaba, a 160 quilômetros da capital. Por causa da crise, alguns prefeitos do interior optaram por não reabrir o comércio de suas cidades, mesmo com autorização do governo do Estado. 

“O número de pacientes internados é de 15.289, sendo 9.116 em enfermaria e 6.173 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 da manhã de hoje”, informou, por nota, a Secretaria Estadual da Saúde. No Estado, 66,2% dos leitos de UTI reservados para atendimento de pacientes com covid-19 estão ocupados. O número de internações também bateu recorde e foi de 15.289 pessoas. É a primeira vez que o dado supera a marca de 15 mil pessoas. 

Na tarde desta terça, antes de os dados serem divulgados, o secretário executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo, afirmou que os dados de todo o Estado estão sendo monitorados diariamente e que não era preciso esperar até sexta-feira, data marcada para a revisão da classificação das cidades dentro do Plano São Paulo, o programa de reabertura econômica do Estado, para determinar o fechamento das atividades em alguma região específica, caso seja necessário. 

“O Plano São Paulo prevê esse monitoramento diário e fazemos questão de dizer que não é um plano de flexibilização. Quando houvesse necessidade de aumentar algum tipo de restrição, seria recomendado pelo centro de contingência”, disse. Na última revisão, na sexta-feira passada, dez regiões puderam progredir para fases mais brandas da quarentena.

Estimativa feita pelo governo no dia 2 apontava que, até o dia 15, o número de mortes pela doença no Estado ficaria entre 18 e 23 mil, caso a epidemia de coronavírus continuasse a crescer no ritmo observado no mês de junho. 

 

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