Isac Nobrega/Presidência via Reuters
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'Problema pode se agravar, mas não há motivo para pânico', diz Bolsonaro sobre coronavírus

País já registra 13 casos confirmados da doença; avaliação é de que é necessário comunicar aos brasileiros que o governo está preparado para lidar com a questão

Camila Turtelli, Jussara Soares e Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2020 | 15h48
Atualizado 06 de março de 2020 | 21h04

BRASÍLIA E SÃO PAULO - O presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, disse que o problema do novo coronavírus no País pode se agravar, mas a população não deve se preocupar. "Ainda que o problema possa se agravar, não há motivo para pânico. Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de prevenção", disse.

O pronunciamento se estendeu por dois minutos. O presidente disse que o Brasil reforçou seu sistema de vigilância em portos, aeroportos e unidades de saúde. Ele destacou que os Estados vêm sendo apoiados pelo governo federal.  "O governo federal vem prestando informações técnicas a todos os Estados por intermédio do Ministério da Saúde. Os demais ministérios uniram esforços e, juntos aos demais poderes, seguirão garantido o funcionamento das instituições até o retorno à normalidade."

Assista ao pronunciamento do presidente Bolsonaro sobre o coronavírus

Bolsonaro acrescentou que ações foram determinadas para enfrentar o vírus, como a ampliação do funcionamento dos postos de saúde e o reforço a hospitais e laboratórios. "Convoco a população brasileira, em especial os profissionais de saúde, para que trabalhemos unidos e superemos juntos essa situação. O momento é de união." 

A decisão sobre o pronunciamento ocorreu após o aumento de casos de coronavírus no país. O núcleo militar avaliou que diante de informações do agravamento da epidemia no mundo seria necessário fazer um comunicado aos brasileiros de que o governo está preparado para enfrentar a crise e assim evitar alarde na população.

Na tarde desta sexta-feira, 6, o Ministério da Saúde divulgou que subiu para 13 o número de infectados. De manhã, Bolsonaro já havia se reunido com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O encontro ocorreu logo após a secretaria de saúde da Bahia confirmar o nono caso de contaminação no País. O ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, disse que o objetivo era "acalmar, levar a informação correta". "O Mandetta está assessorando", disse.

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