FELIPE RAU/ESTADAO
FELIPE RAU/ESTADAO

Após denúncias de aglomerações, cinco praças já foram lacradas em SP

Prefeitura tenta impedir aglomerações e conter o avanço da pandemia do novo coronavírus

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2020 | 11h00

Em meio a esforços para estimular a população a ficar em casa, ao menos cinco praças na cidade de São Paulo já foram lacradas para impedir aglomerações e conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. A extensão da medida às 5 mil áreas verdes da cidade é considerada inviável pela Prefeitura da capital, que tem feito restrições pontuais em locais onde há denúncias de desrespeito à quarentena. Os parques municipais estão fechados há mais de dois meses.

Na quinta-feira, 21, funcionários da subprefeitura do Jabaquara, na zona sul, instalaram manilhas de 200 quilos na Praça Barão de Japurá para barrar a entrada de uma quadra esportiva onde os vizinhos relataram constantes aglomerações de moradores que insistem em praticar esportes no local. Eles chegaram a arrastar os tubos de concreto para acessar a quadra, e a subprefeitura então instalou um cadeado na porta da quadra.

Na sexta-feira, 22, os portões da Praça Comunitária da Vila Mariana e da Praça Rosa Alves da Silva foram soldados pela subprefeitura local. Moradores que moram nas redondezas da Praça Werther Maynard Krause, em Indianópolis, na zona sul, também resolveram fechar o acesso ao local, que tem grades e portões. O primeiro local fechado pela Prefeitura após denúncias de aglomerações foi a Praça Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, em abril.

No mês passado, o prefeito Bruno Covas (PSDB) estimou que o isolamento de todos os 5 mil espaços verdes e ajardinadas da capital custaria ao menos R$ 4 bilhões e disse que a medida só seria tomada em casos excepcionais. Segundo a Prefeitura, foram colocadas “faixas em 15 locais, distribuídos entre praças públicas, canteiros e vias, na tentativa de desmotivar o uso desses espaços como medida de conscientização e prevenção da população, especialmente os idosos, devido à pandemia do novo coronavírus”.

A preocupação de virologistas com a prática de esportes é que o contato com superfícies contaminadas e com gotículas de saliva estão entre os principais vetores de infecção pelo coronavírus. Tocar o rosto para tirar o excesso de suor, saliva ou secreções, por exemplo, pode aumentar a disseminação do vírus. O mesmo pode ocorrer caso alguém infectado deixe secreções em superfícies como maçanetas, portas e apoios.

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