Após minitoracotomia, paciente anda 3 km por dia

O delegado de polícia aposentado Wilson Lopes, de 76 anos, mostra os dois cortes que foram feitos em seu peito para mantê-lo vivo. Em 1983, quando ainda não se cogitavam as infusões de células-tronco, Lopes passou por uma cirurgia do coração para o implante de duas safenas e uma mamária. Em 13 de dezembro, com as safenas entupidas, sem condições de passar por nova cirurgia para abertura do peito nem receber o cateter, ele foi submetido a minitoracotomia para implante celular no miocárdio como última alternativa para salvar o coração. "Desta vez foi muito rápido e não senti dor. Entrei no hospital e três dias depois já estava em casa. Fiquei um dia fazendo exames para operação, um dia na UTI e outro no quarto. Da outra vez, fiquei uma semana na UTI e as dores eram intensas", conta, mostrando as duas cicatrizes: uma de 20 centímetros no tórax e outra, de 5 centímetros, abaixo da mama esquerda. "Quando cheguei no ano passado não conseguia andar meia quadra e sentia cansaço. Hoje me sinto muito disposto e posso dizer que estou 50% melhor do que quando cheguei aqui. Já até estou caminhando devagar uns 3 km por dia", diz, sorrindo. Lopes aproveita e manda um recado para as autoridades: "Gostaria que elas fossem mais rápidas nas decisões sobre o assunto e lembrassem que, quando se fala em células-tronco, se fala em pesquisa que pode salvar vidas".

Agencia Estado,

11 de abril de 2006 | 09h25

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