Prefeitura de Atibaia
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Após mortes, moradores enfrentam filas para vacina em Atibaia

Cidade mantém unidade de saúde funcionando 24 horas por dia para atender demanda de imunização contra a febre amarela

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2018 | 21h48

SOROCABA - Depois da confirmação das mortes de dois moradores por febre amarela, moradores lotaram os postos de vacinação contra a doença, nesta quarta-feira, 10, em Atibaia, no interior de São Paulo. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) Central, as filas dobravam o quarteirão e a espera pela vacina chegava a duas horas. Com outras unidades lotadas, a prefeitura decidiu manter sem interrupção a aplicação da vacina no pronto-atendimento do Jardim Cerejeiras. Nos próximos dias, a unidade continuará funcionando em regime de 24 horas. Desde a manhã, até as 17 horas, os 16 postos tinham imunizado mais de 3 mil pessoas. 

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No bairro Portão, na zona rural, onde moravam as duas vítimas - um jovem de 22 anos e um idoso de 89 -, as equipes foram de casa em casa oferecendo a vacina. Pedestres e motoristas que circulavam pela região também foram abordados. Moradores relatavam o medo de pegar a doença.

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"Já tomei a vacina, mas fui levar minha mãe, que tem 76 anos e ainda não tinha sido vacinada", disse a telefonista Eugênia Parente. Ela esperou quase duas horas pelo atendimento. "Valeu a espera, pois estava preocupada com a possibilidade de minha mãe se infectar e agora posso dormir mais tranquila."

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Jarinu

Em Jarinu, onde uma mulher de 54 anos morreu após adquirir a febre amarela, os moradores lotaram o Ambulatório Central de Saúde, uma das cinco unidades onde há vacina disponível. A Secretaria de Saúde do município informou que a vítima não tinha tomado a vacina. A família alega que a mulher procurou uma unidade de saúde e foi orientada a não se vacinar porque tomava antidepressivos. O caso é investigado. De acordo com a prefeitura, cerca de 20 mil moradores foram vacinados desde o ano passado - a cidade tem 28 mil habitantes.

 

Macaco

A Secretaria de Saúde de São Miguel Arcanjo, na região de Sorocaba, enviou nesta quarta-feira ao Instituto Adolfo Lutz amostras de dois macacos encontrados mortos no município. A suspeita é de que eles possam ter contraído o vírus da febre amarela. Um dos primatas foi encontrado num acesso ao Parque Estadual Carlos Botelho e o outro, em uma estrada rural.

De acordo com a pasta, a medida é preventiva, pois todos os moradores que podem receber a vacina já foram imunizados.

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