Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Após XP confirmar funcionário com coronavírus, prédio na Vila Olímpia tem reforço de álcool em gel

Outros dez empregados da companhia de investimentos que tiveram contato com o paciente foram afastados; empresas vizinhas também enviaram comunicados reforçando cuidados

Renato Jakitas e Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2020 | 21h30

SÃO PAULO - O segundo caso confirmado do novo coronavírus no Brasil é de um executivo da XP Investimentos, de 32 anos, que voltou de viagem à Itália, de férias, na semana passada. De acordo com fontes próximas ao paciente, que atua há cerca de dez anos na companhia, ele segue com quadro clínico estável, sem sintomas e em casa, monitorado pela equipe do Hospital Albert Einstein, mesmo centro médico que identificou o primeiro caso dias antes.

Além do paciente, outros dez funcionários da XP que tiveram contato com o paciente estão afastados. Todos estão em casa, em quarentena, até pelo menos quinta-feira da semana que vem, 12. Desses dez casos, quatro já testaram negativo para o coronavírus. Ninguém apresentou sintomas.

Nos últimos dias, o clima na XP tem sido de apreensão entre os funcionários. A direção e o departamento de Recursos Humanos têm sido questionados sobre as medidas necessárias. A empresa tem divulgado boletins para os funcionários e distribuiu álcool em gel. A XP tem hoje 1,7 mil colaboradores. No domingo, 1º, corretora já havia afirmado que o caso  não acarreta nenhum impacto para os clientes e parceiros das empresas da companhia e que todas as operações prosseguem normalmente.

A confirmação de um paciente infectado por coronavírus também alterou a rotina no condomínio São Paulo Corporate Towers, que serve de sede para empresas multinacionais na Vila Olímpia, zona sul paulistana.  Esta segunda-feira começou com comunicados internos das companhias sobre o caso para seus funcionários. Algumas empresas, segundo funcionários, ofereceram a oportunidade de trabalho remoto. Avisos também foram acompanhados por dicas de prevenção e ressaltaram a importância da higiene das mãos para se evitar a propagação do vírus. 

Visualmente, a mudança mais notada pelos funcionários foi a instalação de recipientes de álcool em gel ao lado dos elevadores, o que não existia semanas anteriores atrás, segundo relataram. O Estado circulou pelas áreas comuns do condomínio formado por duas torres e não notou outras mudanças. Empregados do local não usavam máscaras, por exemplo, já que não foi indicado uso preventivo do equipamento por nenhuma autoridade de saúde. 

As reações de quem trabalha no local variaram. “A gente fica receoso, né, mas tem de vir trabalhar”, disse o publicitário Eduardo Basques, de 42 anos. Outros relataram à reportagem não terem receio, uma vez que não compartilhavam o ambiente de trabalho com o funcionáiro infectado. Ainda assim, o coronavírus dominou a conversa dos grupos. Funcionários também relataram que algumas empresas já estavam adotando medidas preventivas, como recomendar exames a quem havia regressado de viagens a países com surto de casos, como a Itália.

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