Aprovado decreto-lei que proíbe eutanásia na Itália

Assim, suspensão da alimentação e hidratação de Eluana Englaro terá de ser cancelada

EFE,

06 Fevereiro 2009 | 13h07

O decreto-lei que proíbe a suspensão de alimentação e hidratação a pacientes foi aprovado pelo Conselho de Ministros da Itália nesta sexta-feira, 6, informa a imprensa local, enquanto uma equipe médica já iniciou este processo a Eluana Englaro, que vive em estado vegetativo há 17 anos.   Veja também:  Você concorda com a decisão de deixar Eluana morrer? Perguntas e respostas: entenda o caso  Veja tudo que foi publicado sobre o caso de Eluana Englaro   Após uma longa discussão, o Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei apesar da carta enviada pelo presidente da República, Giorgio Napolitano, que se dizia contra a medida. Giuseppe Campeis, advogado da família de Eluana Englaro, confirmou nesta sexta que "tudo acontece como estava previsto" e que esta manhã já começou a redução da alimentação e hidratação artificial da italiana, em estado vegetativo desde 1992, após um acidente de trânsito.   O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que seu governo aprovou um decreto-lei para evitar "omissão de socorro" a quem correr perigo de vida. "Do meu ponto de vista pessoal, respondendo à minha consciência, me sentiria responsável por uma omissão de socorro a uma pessoa em risco de vida" se este decreto-lei não tivesse sido aprovado, afirmou durante a entrevista coletiva posterior ao Conselho de Ministros. O chefe do Executivo italiano informou que o decreto-lei foi aprovado por unanimidade dos ministros que formam o governo da Itália e que agora cabe ao Parlamento do país transformá-lo em uma lei definitiva.

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