Apuração de erro em diagnóstico de menino que morreu de dengue já dura três meses

Mãe procurou atendimento duas vezes e ouviu dos médicos que era virose; na terceira, garoto estava com hemorragia e morreu

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

18 Julho 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Mais de três meses após a primeira morte por dengue na cidade ter sido confirmada, a investigação sobre um suposto erro no atendimento da vítima ainda não foi finalizada pela Secretaria Municipal da Saúde.

Ao apresentar os primeiros sintomas da doença, no dia 25 de março, o menino Israel Barbosa, de 6 anos, foi levado pela mãe para a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Jaguaré, bairro da zona oeste onde morava. Com febre alta, vômito e dor de cabeça, recebeu o diagnóstico de virose, foi medicado contra febre e a família foi orientada a manter a criança em repouso.

Três dias depois, os sintomas voltaram a aparecer e a mãe de Israel retornou com ele à unidade. Apesar de ser atendido por outro médico, o menino recebeu o mesmo diagnóstico e as mesmas orientações.

No dia 31 daquele mês, quando a criança teve nova piora, a mãe do garoto decidiu levá-lo para o pronto-socorro da Lapa, também na zona oeste. Um dia depois, já com hemorragia, o garoto foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário, onde morreu no dia seguinte.

Após o caso ser divulgado, a Secretaria Municipal da Saúde abriu uma investigação interna para checar o atendimento prestado ao garoto na AMA Jaguaré. Consultada nesta quinta-feira, 17, a pasta informou que os resultados da apuração deverão ser apresentados até o fim deste mês.

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