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Aqui se casou a princesa Pocahontas

Arqueólogo encontra restos de igreja onde teria se casado personagem do desenho de Walt Disney

Jornal da Tarde

29 de novembro de 2011 | 07h58

Pocahontas, a princesa indígena popularizada pelo desenho de Walt Disney, se casou em 1614 com um colono inglês em uma igreja protestante cujas ruínas foram descobertas agora em Jamestown, na Virgínia, nos EUA.

 

O autor da façanha foi o arqueólogo William Kelso. “Esta foi a primeira igreja protestante das dezenas de milhares que existem, atualmente, nos Estados Unidos, usada entre 1608 e 1616”, disse.

No templo revelado ontem, em abril de 1614, teria se casado Pocahontas, filha predileta do chefe indígena Powhatan. 

 

Na região, perto do rio James, cem homens desembarcaram no dia 14 de maio de 1607, com a missão de fundar a primeira colônia inglesa na América.

 

Cuidadosamente escavada, a área exibe grandes fundações de dois metros de profundidade, de onde se elevavam pilares, assim como restos de quatro túmulos.

 

Segundo especialistas, outras duas igrejas protestantes foram construídas mais ou menos na mesma época no país, mas não restaram vestígios delas.

 

Kelso acha que a de Jamestown é a mais antiga. “A religião desempenhou um papel importante na comunidade”, disse ele, perto do rio onde pequenas bandeiras marcam o contorno do que foi o edifício. Os colonos “trabalharam muito na construção desta igreja, e chegou a ser muito importante para a colônia”, explicou.

 

Levando em conta o tamanho das bases dos pilares de madeira, o templo era capaz de suportar o telhado pesado do edifício, construído de barro e madeira.

 

O arqueólogo também destacou a importância do evento na história colonial, pois permitiu novos assentamentos no que era território hostil para os colonos europeus. “Com o casamento, os indígenas se retiraram e não houve mais lutas”, afirmou Kelso.

 

Pocahontas é conhecida por muitos pelo desenho animado de Walt Disney, que romanceou seu encontro com o colono inglês John Smith. Batizada Rebecca, ela casou-se mais tarde com outro colono inglês, John Rolfe, antes de morrer na Inglaterra, com apenas 21 anos. Desde já, e nos próximos meses, os arqueólogos vão se dedicar a escavar as sepulturas e revelar novos dados sobre a época.

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